O Portugal de Sócrates

Quase um ano após o meu último artigo que foi praticamente uma cópia (corrigida) de um email que me chegou “às mãos”, ganhei coragem para escrever algo mais, se bem que não é nada de novo. Um desabafo, vá.

Pelos vistos, e tendo em conta as declarações do nosso primeiro-ministro Eng.º José Sócrates, cheguei à conclusão de que existem, pelo menos, dois “Portugais”: aquele em que nós vivemos, e aquele em que o Sócrates vive.

O Portugal em que nós vivemos, está a começar a implodir de tanta desigualdade social e económica que existe, sendo que a Justiça, Saúde, Educação, etc. só existem para os que têm dinheiro e poder. Os outros têm de se contentar com pagar muito para obter menos que nada.

O Portugal em que o Sócrates vive, é um Portugal próspero, em que a vida corre bem a toda a gente, estamos com excelentes índices de recuperação, uma Justiça, Saúde, Educação, etc. exemplares, dignos de um (ou mais!) prémio Nobel.

Dito isto, fico triste pois o nosso primeiro-ministro decidiu governar apenas o país em que vive, sendo que se esqueceu d’O Nosso Portugal. Esta é a única justificação que encontro para quem pede para apertar (mais) o cinto a quem já o tem apertado ao máximo durante vários anos, e deixando quem usa suspensórios de parte, sendo que até lhes diz: “Alarguem isso um pouco, pá!”.

O PEC e todas as tentativas do Governo actual de reduzirem o défice começam e acabam de forma errada, em todos os sentidos. Para estimular uma economia não se tira o resto do dinheiro às pessoas que ainda o têm, mas às que têm MUITO e NUNCA SACRIFICARAM NADA para este País.

Como ouvi um cidadão espanhol a dizer (tradução livre): “Num mundo moderno e diplomático como é o nosso, não faz qualquer sentido que sejam uns a provocar a crise e os outros a pagá-la!“. Sem tirar nem pôr, concordo perfeitamente.

Não acredito que isto vá mudar enquanto não for trocado o governo de PS/PSD para um qualquer outro partido (caramba, até os Verdes ou os Monárquicos deveriam conseguir governar isto melhor).

O problema, como já o disse anteriormente, é este país (e a grande parte de todos os outros países também) só serem governados por um ou outro partido, sendo que é nestes que se concentram todos os “grandes senhores” do dinheiro e poder, logo, nunca nada será distribuído por igual ou justo, enquanto esta situação se verificar.

Resta-me perguntar onde é que me inscrevo num desses partidos e ao menos conhecer uma vida sem crise, sem problemas e com muitas (mesmo muitas!) regalias. Desculpem a falta de ética, mas já são muitos anos a sofrer com “boas intenções”.

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6 Comentários a “O Portugal de Sócrates”

  1. Parabéns pelas palavras escritas, haveria muito mais a escrever pois existem também problemas graves da mentalidade do povo Português. Mas o que escrevestes, subscrevo na totalidade…

  2. Muita coisa também já escrevi antes :) A paciência não é muita quando do outro lado só faz (pelo menos na maior parte) eco.

    Obrigado pelo comentário.

  3. PRamos diz:

    Com tanto mal estar sentido, fica-se à espera de um país melhor, como sempre…

    Como sempre, à espera que algo aconteça!

    E, que não demore muito!

  4. diz:

    Muito Bem!
    Muito Bem!
    Diria um qualquer político, em bancada parlamentar da oposição.
    Arrisco-me a dizer que quase todos os Portugueses apoiam a tua opinião aqui exposta mas ninguém terá coragem de arriscar a sair da eterna permuta do PODER entre PSD E PS.
    O país está mal desde sempre!
    Estava mal antes do 25 de Abril de 1974, continuou economicamente frágil desde então e ainda não se endireitou.
    Os poder já esteve entregue ao PCP logo após o 25 de Abril e foi a confusão que se gerou no tempo do PREC…
    O povo português, assim que conseguiu entregar o poder ao PS viu chegar as Brigadas FP25 e instalou-se o terror.
    Só após o PSD tomar o poder é que entramos na acalmia, mas o preço que pagamos por isso foi tal que, mesmo com alternância de poder entre o PS e o PSD não conseguimos “encarreirar”!
    Será que há solução para o problema de PORTUGAL?
    Por onde passará essa solução?
    Será que uma maioria de esquerda resolveria o nosso problema?
    Ou o poder tem de ser entregue novamente à direita?
    Como se pode resolver o problema do desemprego, no estado em que o País está?
    Quando Portugal estava mal, nos anos 50, surgiu a emigração, agora será que essa nossa atitude resolveria o nosso problema?
    Abandonar o País será A SOLUÇÃO?
    E os outros países como estão economicamente?
    Bem, perguntar é fácil. O difícil é encontrar soluções que respondam eficazmente aos problemas e os resolvam.
    Não nos podemos esquecer que temos vindo a perder as conquistas de Abril!
    Por mim, seria bom que TODOS OS PORTUGUESES ACORDASSEM e fizessem “viva voz”, criticando e construindo hipóteses que pudessem ser soluções para o país, tais como:
    1-Produzir mais;
    2-Poupar o que se puder;
    3-Reduzir às despesas;
    4-Abstenção às compras desnecessárias;
    5-Deixar de comprar carros novos quando é desnecessário;
    6-Evitar pedir dinheiro emprestado aos bancos, para despesas como: férias, passeios, roupas novas, etc;
    7-Pagar o que se deve e não contrair mais pedidos de empréstimo, a não ser para investir em negócios que tenham fortes hipótese de virem a ser rentáveis e sustentáveis;
    8-Consumir menos combustíveis fósseis;
    9-Consumir menos energia eléctrica:
    10-Aproveitar para andar a pé ou de bicicleta.
    Parece-me que começando com pequenos passos, conseguiremos chegar longe.
    Quanto às questões políticas, talvez fosse melhor VOTARMOS TODOS quando formos chamados a isso e então aí sim, criar uma tal força que mostrasse o nosso descontentamento, MAS VOTANDO, e não deixando margem para que houvesse dúvidas, como as que temos deixado ao abster-mo-nos de votar, deixando que uma minoria possa decidir a nossa vida.
    Não compreendo como é que, na situação critica em que nos encontramos pôde haver tantos Portugueses que se abstiveram de votar, deixando que outros decidissem por eles!
    EU NÃO VOTEI SÓCRATES!
    MAS VOTEI! Não deixei que outros decidissem por mim!

  5. Concordo com tudo o que vem mencionado como opinião pública, menos no seguinte: eu não votei PS , porque não sou desse partido. Contra o SR. Sócrates também não tenho nenhuma crítica a fazer. Apenas me resta acrescentar de que todos os humanos à face de terra não tem poder para governar, quer sejam de um partido ou de outro.
    Portanto e para finalizar o meu raciocínio resta dizer a todos que só um ser de capacidades mais evoluídas do que nós será capaz de reger o país e o mundo. Nesse ser cada um acredita da forma que quiser e como quiser.

  6. PRamos diz:

    Cara Ana Moreira,

    compreendo perfeitamente o seu raciocínio. Contudo, o facto de não ter votado PS é pessoal, mencioná-lo aqui é público e ao mesmo tempo não ter nenhuma crítica ao “Sr. Sócrates” faz pensar…
    Apesar disso, o que quero enfatizar é a sua opinião acerca de “um ser superior de capacidades mais evoluídas do que nós…”, como eu disse na minha opinião (sim, porque não passa de opinião) “como sempre, à espera que algo aconteça” e aqui mais uma vez e assim será.
    Está certo que se pode acreditar da forma como se quiser, mas de certeza que ao imaginar não pensamos em alguém finito, porque para mudar precisaria de alguma força “extra”.
    Porém, prefiro acreditar num ser terrestre com capacidades suficientes para governar um país, não perfeitamente, mas da melhor forma para a maioria, pelo menos. Pois, hoje em dia, tal proeza é mesmo uma proeza…

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