Angola e o Bloco de Esquerda

Quem já leu outros meus artigos, pode ter ficado com a sensação de que simpatizo com o Bloco de Esquerda, o que é de facto verdade.

Recentemente vi uma “publicidade” (que é no fundo, o que eles chamam de propaganda política) do mesmo que dizia algo do género “Quem tem lucros não pode despedir”, com o que não concordo, mas esse assunto ficará para mais tarde.

Hoje venho falar da recente visita do Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, a Portugal, onde, para minha tristeza, só o Bloco de Esquerda teve coragem suficiente para dizer “nós não vamos”, enquanto todos os outros partidos se deslocaram (quero acreditar que muitos deputados contra-vontade) para bajular o homem.

Se procuram razões para não considerar o Presidente (se é que se pode chamar disso) de Angola bem-vindo a Portugal, podem ler o comunicado do Bloco de Esquerda aqui: Bloco não esteve com Eduardo dos Santos e também podem ler a Carta Aberta ao Presidente da República e ao Ministro dos Negócios Estrangeiros da Amnistia Internacional-Portugal.

Pessoalmente admirei mesmo muito a posição do Bloco de Esquerda que (ao contrário do que muitos pensam e dizem) não foi só “para contrariar”, mas sim revelou grande integridade moral e de perseguição de ideais, o que não se vê (gostava de dizer que é raro, mas não posso) em mais nenhum partido.

Muitos poderão argumentar que uma “parceria” com Angola nos trará muitas vantagens pois é um País num grande ascendente económico, com muitas potencialidades para estimular a nossa economia e mais balelas politico-económicas… mas eu digo: Ideais acima de tudo! Eu sei que “não há moral que resista quando a fome aperta”, mas que eu saiba o governo não está com fome nenhuma, ainda mete muito dinheiro ao bolso, e temos outros países com quem fazer “parcerias” e acordos que tenham verdadeiras democracias, em vez de financiarmos “terrorismo social”.

É tudo areia para os olhos…

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9 Comentários a “Angola e o Bloco de Esquerda”

  1. where have you been brother ?
    show up…best regards.

  2. LASSER diz:

    Acho que estás equivocado..
    Precisas de te informar mais sobre Angola e sobre a sua política.

  3. @LASSER

    Não concordo, considero-me bem informado sobre esse assunto. Importas-te de justificar essa afirmação?

    Obrigado pelo comentário.

  4. JS diz:

    Ó meu amigo…
    Tens a certeza que estas a falar de angola mesmo? Olha eu acho que tu deverias te informar melhor ou então quem sabe ir lá viver durante os aninhos pra veres realmealmete como é o país. Talves mudasses de ideias.

  5. @JS

    O meu comentário para o LASSER (do qual não obtive resposta) serve também para ti.

    Nunca lá vivi, mas conheço várias pessoas que vivem/viveram e tenho bastante noção das diferentes realidades que lá existem.

    Talvez tenhas noção de apenas uma delas?

  6. Mauro diz:

    Não é virando as costas que se melhora o estado de Angola. Nem é do interesse de Portugal que exporta tecnologia, cérebros e material para lá.

  7. @Mauro

    Não disse para virar as costas, mas sim para não compactuar com “terrorismo social”.

    Podemos ajudar de várias formas, mas não engordando os bolsos que já estão gordos.

    Claro que é bom exportar, mas como disse também no artigo, ideais acima de tudo!

    Ou achas que estaríamos melhor a fornecer armamento aos Talibãs? Achas que faríamos bem a ganhar dinheiro dessa forma? (Falei neles apenas por ser um caso “recente”)

  8. Mauro diz:

    Desculpa, mas não se admite alguém que “quer ser governo” não falar com chefes de estado de outros países. A não ser que se queira cortar completamente relações.

    Gostava de ver como é que se pode ajudar outro país, não tendo as portas abertas a negócio. Com sanções?

    Wow… essa dos talibãs. Tudo a ver. Não te esqueças que os talibãs eram amigos dos EUA o problema é que abandonaram-nos quando já não precisavam deles depois da guerra com a Rússia.

    A idade média do Afeganistão era de 14-16 anos!
    Com essa idade os cérebros ainda são maleáveis e facilmente controláveis ainda não sabem perdoar. E claro que as represálias contra os EUA se sentiram.

    Deixa-me também dar-te exemplos de que não vais gostar de ser comparados. Cuba, Iraque, Coreia do Norte. Deixar de falar com eles, resolveu alguma coisa? Como estás a ajudar eles se não falas com eles? Como se têm tudo fechado para ti?
    Eles deixaram de ser como são? Não devias ter engolido o teu orgulho para os ajudar mais? Pois é. Não são “ideais” é orgulho, mais nada.

  9. Compreendo o que queres dizer, mas neste caso não foi um “negar falar” mas sim um “negar socializar” e com o segundo concordo, obviamente que não com o primeiro.

    Eu sei que a minha comparação dos talibãs foi despropositada (referi isso no comentário), mas penso que compreendeste o meu ponto de vista.

    Eu sei o que se passou no Afeganistão, o que se passou e passa em Israel, etc. e que é tudo uma grande “fantochada” em grande parte.

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