Antes de “mergulhar” no tema do meu post, queria só deixar umas palavrinhas…
As coisas nunca ou quase nunca correm como planeado… planeei eu no início do ano escrever aqui pelo menos uma vez por mês, mas revelou-se impossível/difícil tal acontecer, umas vezes por falta de tempo, outras por falta de vontade, pois este ano foi um ano de muitas desilusões com o nosso Governo.
Enfim, vou deixar aqui novamente uma promessa de tentar, no próximo ano, escrever pelo menos uma vez por mês, e reduzir um pouco ao tamanho dos meus posts, dado que muita gente se queixa de serem grandes…
Agora, vamos falar de acordo com o tema do título do post.
Há uns dias atrás, em conversa num pequeno grupo de pessoas sobre profissões e qual a profissão “ideal”, surgiu a “profissão” de deputado como potencial vencedora.
Passo a explicar:
Um deputado para além de ter de se apresentar (actualmente) apenas 2 vezes por mês no parlamento em média, recebe ajudas de custo caso resida a mais de X Km (não sei qual é o valor, peço desculpa) do parlamento (coitados, o salário já é baixo, então terem de se deslocar duas vezes por mês - assumindo que não falta - ao parlamento, fica muito caro), fora as deslocações a reuniões, etc. (ler esta notícia de 2006), que parecem não fazer parte do trabalho, ou funcionam como “horas extra”…
Após um mandato (4 anos, se tudo “correr bem”), já pode usufruir de uma reforma tributória…
Não é penalizado pelo facto de faltar às sessões parlamentares.
Dado que “trabalha” algumas vezes por semana, tem muito tempo livre.
Tem direito a Férias e Subsídios de Férias e Natal, mesmo trabalhando 2 dias por mês (ok, há os que trabalham mais mas também os que trabalham menos!).
Sejamos honestos, é um trabalho de bastante responsabilidade (embora muitos não o encarem como tal) mas pouco “trabalhoso”, ou seja, não se fica esgotado simplesmente por ser deputado.
Por isso, quando for grande, vou-me alistar no PS ou PSD (parece que as pessoas só votam nestes dois), mesmo que não siga as convicções políticas de nenhum deles (isso é outra questão… não percebo porque para as pessoas os partidos são como Clubes de Futebol…), para tentar arranjar forma de ficar um mandato sem fazer nada, isto é, a ser deputado, e depois fico com uma boa reforma e com um “tacho” num cargo administrativo numa qualquer empresa em que o Estado detenha uma “Golden-Share” ou uma “Share” de qualquer outro metal.
Talvez nessa já “veja” o País em melhor estado… parece que depende da Profissão…
Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.














Uma crítica num tempo muito adequado!
Devo afirmar que é uma boa observação, visto que o futuro deste país não passa de uma desilusão (no sentido negativo) e uma ilusão (no sentido optimista, muito optimista) e em que só consegue alcançar um futuro pelo menos melhor quem escolher uma profissão a pensar no salário líquido e menor esforço.
Enquanto ninguém “se aborrecer” (num sentido alegre e optimista com todo o sentido) com a ignorância desnecessária, com a falta de civismo e de educação enquanto ser individual, então nunca haverá avanço como um colectivo, ou seja, como país e população.
…dizem alguns que este é o nosso futuro… há muitos séculos atrás, esperemos, então!
Ola bruno, perfeito, gstei do seu blog e no que se refere ao post, temos muito de comum, não à toa, Brasil e Portugal.
Maravilha, keep it up !
Gostei do post e de suas músicas. Obrigada pelo comentário. Abraços.
Obrigado aos dois.
Voltem sempre. Vejam os posts antigos e comentem.
Virei sim. Pode deixar. Também estou com novo posto. Escreverei com mais frequência. Sinta-se a vontade para mirar. Abraço.
Creio que uma pessoa quando se quer candidatar a um cargo de dimensão política, antes de mais, tem de ter o mínimo de conhecimentos na área. Não deve estar preocupado com a que vai ganhar, pois isso é relativo, mas sim ter sentido crítico, o sentido do outro, respeitar a cidadania e cultivar a liberdade e defender a soberania popular……isto tudo para dizer que um bom político é aquele que antes de o ser é cidadão e sofre as mesmas consequências que os outros, vive a política e as leis como os outros…recordemos que a política antes de ser uma ciência, é uma forma de estar na vida e, quer queiramos quer não, a nossa vida é condicionada pela política diariamente. Não defendo os políticos portugueses, pois ultimamente tenho assistido a situações que me deixam reticente face à liberdade de expressão que eles tanto proclamam, mas defendo a política séria, que visa defender os cidadãos, do modo a proporcionar-lhes uma vida digna, com cidadania, liberdade e soberania.
@Xana
Se as coisas fossem assim, acredito que grande parte dos actuais políticos não o seriam, e o País e o Mundo estariam melhor governados.
Obrigado pelo comentário.