Este post vem com o já comum atraso mas por razões ligeiramente diferentes, aliás, com mais uma razão acrescida… Desta vez não só a falta de tempo interferiu directamente com o já referido atraso, mas também a forma um pouco tendenciosa de como iria escrever este mesmo post… vai daí, talvez o escreva dessa mesma forma de qualquer das maneiras… prosseguindo…
Ser feliz… se durante algum tempo pararmos para observar as pessoas que vivem o seu dia-a-dia normalmente à nossa volta, com algum pesar iremos notar que muitas das vezes as suas caras não transmitem a ideia de uma pessoa feliz ou a passar um momento feliz (apesar da nossa percepção poder estar a ser influenciada pela nossa própria condição de felicidade no momento), muitas vezes pelo contrário, vemos pessoas com ar preocupado, stressadas, irritadas, tristes ou mesmo até chateadas…
A Felicidade chega a ser muitas vezes irritante dada à sua instabilidade e subjectividade extremas. Dou um exemplo, posso estar extremamente feliz num dado momento, e, sem razão por vezes aparente (o que é raro, a não ser que soframos de uma depressão ou algo parecido, muitas das vezes sabemos qual é o problema, apenas o ignoramos ou fingimos que desconhecemos), fico num estado de apatia ou infelicidade transparentes.
Isto obviamente condiciona o nosso dia-a-dia, a nossa produtividade no trabalho, imaginação, criatividade e até mesmo energia.
Para “ajudar”, vivemos na ilusão de que a Felicidade pouco ou nada depende de nós próprios… o emprego que temos, a pessoa com quem mantemos uma relação de afecto íntima, os amigos, a família… A verdade é que a família não escolhemos, o emprego cada vez mais temos de nos sujeitar ao que aparece, os amigos muitas vezes podem-se revelar não o ser e a pessoa com quem mantemos a tal relação de afecto íntima torna-se muitas vezes a pessoa com quem partilhamos algo e com quem estamos habituados a viver, tendo medo de nos separar da mesma.
Ou seja, no cenário acima descrito (por muitos tido como realidade), sermos felizes ou não acaba por não depender de nós… o que só por si é triste…
Mas a realidade (e essa sim é que interessa) é que tudo (excepto a família) depende apenas de nós! O emprego, se lutarmos muito e quisermos mesmo muito encontramos algo que realmente gostamos de fazer, os amigos temos de escolher com cuidado e não confundir “colegas” ou “conhecidos” com amigos e a pessoa com quem estamos (quase) todos os dias também escolhemos livremente e se porventura acharmos que não é com ela que deveríamos ou quereríamos estar, penso que com uma conversa civilizada muita coisa se resolve, e, caso seja necessário, passamos a não ter uma pessoa para esse “efeito”. Tudo depende de termos coragem de mudar, de viver e de sermos felizes.
Desta forma, gostaria que reflectissem na seguinte frase:
“Life is 10% what happens to you and 90% how you react to it” - Charles R. Swindoll
Tradução: “A Vida é 10% o que lhe acontece e 90% como reage a isso”
Despeço-me da mesma forma como alguém muito sábio: “Façam o favor de ser felizes“